quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Não me cala

Não adianta querer me trancar
Numa sala
E ainda modificar
Minhas falas

Pois o que vi
Foi a força dos que não tem voz, não tem vez.
Pois quando sorri foi de emoção
E percebi, que não dorme em berço esplêndido
A voz roca da avenida,
Que grita, grita e grita,
Vamos lá, pode ser melhor, será melhor,
Assim será.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Cuidados

O relógio marcou o tempo
Fez dos dias caminhos para estradas desconhecidas
Abrasou o peito e tornou o ventre
A morada mais segura e misteriosa.

Brincou com as inseguranças,
Com incertezas e com as vontades,
Pediu para que o mundo mudasse,
Mudasse em tudo aquilo que fosse possível e impossível mudar

Pediu ainda que os ponteiros
Avexados com o compromisso de serem precisos
Pisassem maneiro
Que tivessem a maciez de uma nuvem
Que perdurasse a calmaria desejada
O cuidado desejado
A paciência desejada
O amor desejado.

Que desabroche em flor de sonhos
Que arpeje em meus acordes
As mais doces loas de boas vindas
E que essa orquestra silenciosa de emoções
Torne-se o enredo para os laços firmados

E doravante seja, Eu,
O guardião dos seus sonhos,
A ação que sobreveste o seu sorriso
E voz que acalanta o seu dormir...

Ao Teu lado!

Hoje perdi um pouco da minha voz
Perdi os sonhos guardados em tua mente
Não vi a Flor que, em teus olhos, foi semente
Nem semeei a cantiga da rezadeira
Mas cantei aos teus ouvidos de ribanceira
O precipício em teu sorriso desenhado
Pernoitando as costas do sonho alado
Galopado em versos de canção
Tua voz é meu sonho e minh'oração
Ensejando tua sombra ao meu lado.

Dê-me um Pedaço de Mundo


Trombetas soam
Me permitem um cheiro de chuva
Pingos doces, manhãs nubladas,
Sorriso amarelado de café.
A rotina diária me permite sonhar,
Voar nas asas do som
E alcançar o cume da chapada
Verdinha, molhada,
Envolta em neblina.

Torpes desejos de ser o que não posso,
O que não sei ser, o que não quero.
Dê-me um acalanto, um sorriso, um novo chão,
Pra que meus pés, assim, possam
Respirar terras novas, novos ares,
Outros mundos.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Esperar...

Não me pergunte pelas flores
Por mais que as quisesse
Não saberia ser tão natural
Não saberia do tempo em que elas cantam

Choveria num olhar lacrimal
As póstumas certezas
Do olhar que não veio
Do sorriso que não veio
Do concreto que se ergueu no céu
E me deixou a esperar a ultima condução

O relógio fez o giro
E de tantos vaga-lumes elétricos que se moveram
Nenhum deles você estava
E nessa selva urbana de buritis e shopping center
Percebi que se aproximara o ultimo vagão
E caberia a mim decide embarcar nessa viagem.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Eterno em Nós


As lágrimas que caíram
Não passa de um rio caldaloso atemporal.
Não pergunta às águas, não anuncia chegada.
Mas o sol há de brilhar
E por trás dessa chapada de aras cantadeiras
As luminosas sementes do amanhecer hão de vinga
Hão de florescer flor a flor.

E seremos assim espectadores,
Platéia de um amanhã de sonhos
E felicitaremos os dias vindouros.

Perpétuas Águas

As águas que banha os  meus ouvidos
É a cachoeira da tua voz que derrama em meu peito
A suavidez do teu abraço de mãe
E que apronta em meu terreiro
As mais lindas brincadeiras de dia de Reis

O sonho doce que é afável ao meu prazer
É o teu corpo que arde de amor
E faz a rosa germinar num grito de esperança

Meu espírito de menino forasteiro
Encontrou dentro de ti
A mais emocionante prisão,
A mais calorosa sensação de amar
Encontrou, ainda, em teus olhos
A as mais melodiosas e aromáticas
Formas de sonhar.

Porque tudo isso não seria por Ti
Se não fosse por Ti.