quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Passarinhando Desejos
Dia e noite cantariando
Passarinho felicidade
Feito o versos na verdade
Na leveza do voar
E do sol se pondo a raiar
Beijando nuvens de algodão
Minha cantiga é uma oração
Rogando por longa vida
Meu canto alto se ativa
Ao olhar pra esse chão
Se dueto minha história
Feito viola em pensamento
Meu tracejado vai ao vento
Perdurando esse caminho
E se me vejo tão sozinho
É por tanta obrigação
De cantar com intenção
De alegrar os seus desejos
Sentir o gosto dos beijos
banhados de emoção
Duas almas que se encontram
Num terreiro grande a dançar
Um forró, um tango, um bailar
Uma valsa, um samba numa latada
O tempo para e pede entrada
Pra assistir emocionado
A dança do corpo alado
Que nos olhos da-se um nó
Levantando terra e pó
Nesse ar contagiado
Pois se fez um grande nó
Que é incapaz de desatar
E tudo se pôs a parar
Pra apreciar aquele momento
Girou o tempo a seu intento
Até a chuva caiu maneira
Da primeira até a derradeira
Gotejou numa lentidão
Fez-se lágrima em ribeirão
desaguando em ribanceira
Nas voltas que a terra gira
Eu volteio num cantar
E me deixo passarinhar
Sem dizer se é certo ou errado
Mas trago o vento ao meu lado
Curando dor de paixão
E me levanta desse chão
Aplaudindo a subida
E torno a viver a vida
Desse vôo Temporão.
terça-feira, 5 de julho de 2011
Três Marias
Três pedidos, três estrelas
Três sorrisos e um olhar
São três faces veraneiras
Esquentando um caminhar
São fagulhas luminosas
Em conversas amorosas
Três Marias a brilhar
A primeira me fitando
Veio correndo e me abraçou
A segunda me declamando
E seu versinho me encantou
A terceira foi mais Maria
Me enlaçou na poesia
Em seu colo me deitou...
Pudera eu ter que escolher
Com qual Maria vou ficar?
Se mesmo longe posso ver
Minhas Marias a estrelar
Presas numa constelação
Amaradas num cinturão
De dá nó no meu olhar
Se é de escolher uma delas
Prefiro até não escolher
Cada qual que é tão bela
Que é beleza a se perder
Três sem uma não são três
Minha vontade perde a vez
No meu gosto de querer
E se me cantares essa cantiga
Nos olhos do céu vou olhar
E montado na brisa amiga
Vou ao alto pra buscar
Três Marias, três meninas
Três estrelas divinas
Três tesouros de altar.
Três sorrisos e um olhar
São três faces veraneiras
Esquentando um caminhar
São fagulhas luminosas
Em conversas amorosas
Três Marias a brilhar
A primeira me fitando
Veio correndo e me abraçou
A segunda me declamando
E seu versinho me encantou
A terceira foi mais Maria
Me enlaçou na poesia
Em seu colo me deitou...
Pudera eu ter que escolher
Com qual Maria vou ficar?
Se mesmo longe posso ver
Minhas Marias a estrelar
Presas numa constelação
Amaradas num cinturão
De dá nó no meu olhar
Se é de escolher uma delas
Prefiro até não escolher
Cada qual que é tão bela
Que é beleza a se perder
Três sem uma não são três
Minha vontade perde a vez
No meu gosto de querer
E se me cantares essa cantiga
Nos olhos do céu vou olhar
E montado na brisa amiga
Vou ao alto pra buscar
Três Marias, três meninas
Três estrelas divinas
Três tesouros de altar.
segunda-feira, 21 de março de 2011
Um Abraço Negado
Não posso impedir tuas vontades,
Não posso impedir tua fúria e
Não posso figurar-te os olhos
E congelar os momentos, as palavras os impulsos.
Poderia, sim, abraçar-te e fazer desse momento
um aconchego mais que verdadeiro ou mais que sonhador.
Não sei por onde andaram teus olhos sobre mim
Pois quando me negaste um abraço
Senti-me coberto por uma hipocrisia
Que mesmo que eu soubesse que não me pertencia
Ja me via ali, parado e envolto em tão horripilante sensação.
Como se fora uma rajada de farpas
Minha alma sentiu abrupta negativa.
Um virar de rosto, um abraço negado,
Um sorriso tingido de choro, enfim, um não.
A impotência de não poder te acalmar o coração
Foi a afirmação mais concreta de que os sentimentos existem,
Mas falham, machucam e deixam tatuado na alma algumas palavras,
Palavras essas que jamais serão corroídas pelo tempo,
Palavras que o vento será incapaz de levar,
Palavras que ão de ter significados diferentes
Pois à tudo o que é vivo o tempo há de transformar.
Não posso impedir tua fúria e
Não posso figurar-te os olhos
E congelar os momentos, as palavras os impulsos.
Poderia, sim, abraçar-te e fazer desse momento
um aconchego mais que verdadeiro ou mais que sonhador.
Não sei por onde andaram teus olhos sobre mim
Pois quando me negaste um abraço
Senti-me coberto por uma hipocrisia
Que mesmo que eu soubesse que não me pertencia
Ja me via ali, parado e envolto em tão horripilante sensação.
Como se fora uma rajada de farpas
Minha alma sentiu abrupta negativa.
Um virar de rosto, um abraço negado,
Um sorriso tingido de choro, enfim, um não.
A impotência de não poder te acalmar o coração
Foi a afirmação mais concreta de que os sentimentos existem,
Mas falham, machucam e deixam tatuado na alma algumas palavras,
Palavras essas que jamais serão corroídas pelo tempo,
Palavras que o vento será incapaz de levar,
Palavras que ão de ter significados diferentes
Pois à tudo o que é vivo o tempo há de transformar.
terça-feira, 8 de março de 2011
Mãe D'água, Mulher
Mãe da terra sagrada,
Férteis teus sonhos e quereres de mulher,
Ao sopé da chapada deleita-nos o teu cantar
Alimenta essa tribo e e faz-se de uma em em mil.
Serpenteia essas águas, esse solo
E consagra ao vento o poder da tua voz,
Pois quando acordares sereis majestosa
E tua calda de pedra varrerá as impurezas da terra.
Sois mãe desse povo, desse chão e desse sonho!
Férteis teus sonhos e quereres de mulher,
Ao sopé da chapada deleita-nos o teu cantar
Alimenta essa tribo e e faz-se de uma em em mil.
Serpenteia essas águas, esse solo
E consagra ao vento o poder da tua voz,
Pois quando acordares sereis majestosa
E tua calda de pedra varrerá as impurezas da terra.
Sois mãe desse povo, desse chão e desse sonho!
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Ao longo de um tempo...
Não permitirei no dia de hoje,
Que afunde os teus olhos de amplitude
Nesse rio caudaloso de dificuldades.
Pois seria incompreensível aos teus desejos,
E sendo ainda implacável ao teu entendimento,
Não gozaria as risadas mais silenciosas do teu íntimo
Apenas, viveria uma realidade às avessas
E não um sonho vespertino, frondoso...
Aplaudir os devaneios de uma noite rubra,
Seria apontar no teu céu uma estrela perdida
E montá-la, descobrir em cada um dos sete pedaços
Os sete níveis que dividem a nossa essência,
Do primeiro ao ultimo, do início ao fim,
Da existência à inexistência, da glória ao caos...
Buscaria o teu som, os teus sentidos e o teu amor.
E buscando a salvação, gritarei!
Gritarei do alto desse vale, e no cume da chapada
Farei reluzir teus olhos, pois só neles me vejo
Na minha real face, nos meus mais verdadeiros sentidos.
Aplaudiremos juntos os acontecimentos dos dias
E saberemos da real necessidade de conduzir-se
E, cronologicamente, descobrir os pontos dados,
Os retalhos soltos da nossa história.
Que afunde os teus olhos de amplitude
Nesse rio caudaloso de dificuldades.
Pois seria incompreensível aos teus desejos,
E sendo ainda implacável ao teu entendimento,
Não gozaria as risadas mais silenciosas do teu íntimo
Apenas, viveria uma realidade às avessas
E não um sonho vespertino, frondoso...
Aplaudir os devaneios de uma noite rubra,
Seria apontar no teu céu uma estrela perdida
E montá-la, descobrir em cada um dos sete pedaços
Os sete níveis que dividem a nossa essência,
Do primeiro ao ultimo, do início ao fim,
Da existência à inexistência, da glória ao caos...
Buscaria o teu som, os teus sentidos e o teu amor.
E buscando a salvação, gritarei!
Gritarei do alto desse vale, e no cume da chapada
Farei reluzir teus olhos, pois só neles me vejo
Na minha real face, nos meus mais verdadeiros sentidos.
Aplaudiremos juntos os acontecimentos dos dias
E saberemos da real necessidade de conduzir-se
E, cronologicamente, descobrir os pontos dados,
Os retalhos soltos da nossa história.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Dia de Reis
Vontade de sair passarinhando pelo céu
E escrever nas nuvens a leveza dos pensamentos.
Vontade de ser chuva desaguada
Dos teus olhos alvos de inocência.
A claridade do som,
Me permite viver os teus dias
Me permite planar em teus sonhos
Me permite ainda abrir as portas da tua mente
E fazer, no teu terreiro, brincadeira de dia de Reis
E trajado de guerreiro
Meus pés pisam os ladrilhos em mormaço
A caldeira que emerge borbulhante
Derrama nas paredes do tempo
O amarelado do sol sertanejo.
E assim me vou!
Guardando no bisaco os presentes dos Deuses
Levando no olhar as centelhas celestes,
Desarmando meu presépio, juntando e rejuntando
Os pedaços de mim para o ano que vem.
E escrever nas nuvens a leveza dos pensamentos.
Vontade de ser chuva desaguada
Dos teus olhos alvos de inocência.
A claridade do som,
Me permite viver os teus dias
Me permite planar em teus sonhos
Me permite ainda abrir as portas da tua mente
E fazer, no teu terreiro, brincadeira de dia de Reis
E trajado de guerreiro
Meus pés pisam os ladrilhos em mormaço
A caldeira que emerge borbulhante
Derrama nas paredes do tempo
O amarelado do sol sertanejo.
E assim me vou!
Guardando no bisaco os presentes dos Deuses
Levando no olhar as centelhas celestes,
Desarmando meu presépio, juntando e rejuntando
Os pedaços de mim para o ano que vem.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Aos deturpadores da verdade!
A mentira mora ao lado da maldade
São fagulhas que despojam veneno
É o sorriso hipnótico que serpenteia
Morde, crava os dentes e aniquila.
E a morte ao contrário que se pensa
É viva, e se esconde onde outrem se sente seguro,
Sendo Impermeável ao amor
Intransponível à verdade.
E quando cadáver das tuas próprias mentiras, te tornares,
Não troveje em meus ouvidos
Não relampeie em meu céu
Enterneça afogado em suas intrigas.
Pois a falsidade e a mentira
Andam juntas e de mãos dadas,
Atadas e assim eternamente amigas.
São fagulhas que despojam veneno
É o sorriso hipnótico que serpenteia
Morde, crava os dentes e aniquila.
E a morte ao contrário que se pensa
É viva, e se esconde onde outrem se sente seguro,
Sendo Impermeável ao amor
Intransponível à verdade.
E quando cadáver das tuas próprias mentiras, te tornares,
Não troveje em meus ouvidos
Não relampeie em meu céu
Enterneça afogado em suas intrigas.
Pois a falsidade e a mentira
Andam juntas e de mãos dadas,
Atadas e assim eternamente amigas.
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