Não posso impedir tuas vontades,
Não posso impedir tua fúria e
Não posso figurar-te os olhos
E congelar os momentos, as palavras os impulsos.
Poderia, sim, abraçar-te e fazer desse momento
um aconchego mais que verdadeiro ou mais que sonhador.
Não sei por onde andaram teus olhos sobre mim
Pois quando me negaste um abraço
Senti-me coberto por uma hipocrisia
Que mesmo que eu soubesse que não me pertencia
Ja me via ali, parado e envolto em tão horripilante sensação.
Como se fora uma rajada de farpas
Minha alma sentiu abrupta negativa.
Um virar de rosto, um abraço negado,
Um sorriso tingido de choro, enfim, um não.
A impotência de não poder te acalmar o coração
Foi a afirmação mais concreta de que os sentimentos existem,
Mas falham, machucam e deixam tatuado na alma algumas palavras,
Palavras essas que jamais serão corroídas pelo tempo,
Palavras que o vento será incapaz de levar,
Palavras que ão de ter significados diferentes
Pois à tudo o que é vivo o tempo há de transformar.
segunda-feira, 21 de março de 2011
terça-feira, 8 de março de 2011
Mãe D'água, Mulher
Mãe da terra sagrada,
Férteis teus sonhos e quereres de mulher,
Ao sopé da chapada deleita-nos o teu cantar
Alimenta essa tribo e e faz-se de uma em em mil.
Serpenteia essas águas, esse solo
E consagra ao vento o poder da tua voz,
Pois quando acordares sereis majestosa
E tua calda de pedra varrerá as impurezas da terra.
Sois mãe desse povo, desse chão e desse sonho!
Férteis teus sonhos e quereres de mulher,
Ao sopé da chapada deleita-nos o teu cantar
Alimenta essa tribo e e faz-se de uma em em mil.
Serpenteia essas águas, esse solo
E consagra ao vento o poder da tua voz,
Pois quando acordares sereis majestosa
E tua calda de pedra varrerá as impurezas da terra.
Sois mãe desse povo, desse chão e desse sonho!
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Ao longo de um tempo...
Não permitirei no dia de hoje,
Que afunde os teus olhos de amplitude
Nesse rio caudaloso de dificuldades.
Pois seria incompreensível aos teus desejos,
E sendo ainda implacável ao teu entendimento,
Não gozaria as risadas mais silenciosas do teu íntimo
Apenas, viveria uma realidade às avessas
E não um sonho vespertino, frondoso...
Aplaudir os devaneios de uma noite rubra,
Seria apontar no teu céu uma estrela perdida
E montá-la, descobrir em cada um dos sete pedaços
Os sete níveis que dividem a nossa essência,
Do primeiro ao ultimo, do início ao fim,
Da existência à inexistência, da glória ao caos...
Buscaria o teu som, os teus sentidos e o teu amor.
E buscando a salvação, gritarei!
Gritarei do alto desse vale, e no cume da chapada
Farei reluzir teus olhos, pois só neles me vejo
Na minha real face, nos meus mais verdadeiros sentidos.
Aplaudiremos juntos os acontecimentos dos dias
E saberemos da real necessidade de conduzir-se
E, cronologicamente, descobrir os pontos dados,
Os retalhos soltos da nossa história.
Que afunde os teus olhos de amplitude
Nesse rio caudaloso de dificuldades.
Pois seria incompreensível aos teus desejos,
E sendo ainda implacável ao teu entendimento,
Não gozaria as risadas mais silenciosas do teu íntimo
Apenas, viveria uma realidade às avessas
E não um sonho vespertino, frondoso...
Aplaudir os devaneios de uma noite rubra,
Seria apontar no teu céu uma estrela perdida
E montá-la, descobrir em cada um dos sete pedaços
Os sete níveis que dividem a nossa essência,
Do primeiro ao ultimo, do início ao fim,
Da existência à inexistência, da glória ao caos...
Buscaria o teu som, os teus sentidos e o teu amor.
E buscando a salvação, gritarei!
Gritarei do alto desse vale, e no cume da chapada
Farei reluzir teus olhos, pois só neles me vejo
Na minha real face, nos meus mais verdadeiros sentidos.
Aplaudiremos juntos os acontecimentos dos dias
E saberemos da real necessidade de conduzir-se
E, cronologicamente, descobrir os pontos dados,
Os retalhos soltos da nossa história.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Dia de Reis
Vontade de sair passarinhando pelo céu
E escrever nas nuvens a leveza dos pensamentos.
Vontade de ser chuva desaguada
Dos teus olhos alvos de inocência.
A claridade do som,
Me permite viver os teus dias
Me permite planar em teus sonhos
Me permite ainda abrir as portas da tua mente
E fazer, no teu terreiro, brincadeira de dia de Reis
E trajado de guerreiro
Meus pés pisam os ladrilhos em mormaço
A caldeira que emerge borbulhante
Derrama nas paredes do tempo
O amarelado do sol sertanejo.
E assim me vou!
Guardando no bisaco os presentes dos Deuses
Levando no olhar as centelhas celestes,
Desarmando meu presépio, juntando e rejuntando
Os pedaços de mim para o ano que vem.
E escrever nas nuvens a leveza dos pensamentos.
Vontade de ser chuva desaguada
Dos teus olhos alvos de inocência.
A claridade do som,
Me permite viver os teus dias
Me permite planar em teus sonhos
Me permite ainda abrir as portas da tua mente
E fazer, no teu terreiro, brincadeira de dia de Reis
E trajado de guerreiro
Meus pés pisam os ladrilhos em mormaço
A caldeira que emerge borbulhante
Derrama nas paredes do tempo
O amarelado do sol sertanejo.
E assim me vou!
Guardando no bisaco os presentes dos Deuses
Levando no olhar as centelhas celestes,
Desarmando meu presépio, juntando e rejuntando
Os pedaços de mim para o ano que vem.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Aos deturpadores da verdade!
A mentira mora ao lado da maldade
São fagulhas que despojam veneno
É o sorriso hipnótico que serpenteia
Morde, crava os dentes e aniquila.
E a morte ao contrário que se pensa
É viva, e se esconde onde outrem se sente seguro,
Sendo Impermeável ao amor
Intransponível à verdade.
E quando cadáver das tuas próprias mentiras, te tornares,
Não troveje em meus ouvidos
Não relampeie em meu céu
Enterneça afogado em suas intrigas.
Pois a falsidade e a mentira
Andam juntas e de mãos dadas,
Atadas e assim eternamente amigas.
São fagulhas que despojam veneno
É o sorriso hipnótico que serpenteia
Morde, crava os dentes e aniquila.
E a morte ao contrário que se pensa
É viva, e se esconde onde outrem se sente seguro,
Sendo Impermeável ao amor
Intransponível à verdade.
E quando cadáver das tuas próprias mentiras, te tornares,
Não troveje em meus ouvidos
Não relampeie em meu céu
Enterneça afogado em suas intrigas.
Pois a falsidade e a mentira
Andam juntas e de mãos dadas,
Atadas e assim eternamente amigas.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Um aprisionamento
E sois assim,
alva e clara em dias de chuva,
Arranhando as paredes dos meus sonhos
e alisando os meu olhos de sonhador.
Até que as pálpebras enternecidas e cochilosas
retalhem as progressivas horas em segundos custosos,
e que tomem conta assim os sorrisos segundosos, reclamosos,
preguiçosos, assombrosos.
E sois a base do som que habita o silêncio,
o passo dado pra trás, a lânguida vontade ser
e ser assim o senhor da tua vontade.
E aí sim,
podereis chorar à beira das póstumas
pretensões do dia e hoje.
alva e clara em dias de chuva,
Arranhando as paredes dos meus sonhos
e alisando os meu olhos de sonhador.
Até que as pálpebras enternecidas e cochilosas
retalhem as progressivas horas em segundos custosos,
e que tomem conta assim os sorrisos segundosos, reclamosos,
preguiçosos, assombrosos.
E sois a base do som que habita o silêncio,
o passo dado pra trás, a lânguida vontade ser
e ser assim o senhor da tua vontade.
E aí sim,
podereis chorar à beira das póstumas
pretensões do dia e hoje.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
O Canto Teu (música)
Deita nesse colo devagar
Que o olho d’água já encheu
Fosse tua voz a procurar
Que já perdeu
Fosse o teu riso a brincar
No canto teu
Abre o olho e foge num piscar
Voa pelo altar que já cedeu
Corre os sonhos vindos num clamar
Em que vou eu
Abre asas plana pelo ar
Passarim meu
Vai ser chuvisco de pedra
No vôo alto uma queda
Se vai mais alto se pega
Quanto mais baixo escorrega
Então abre os braços e vem cantar
Que o olho d’água já encheu
Fosse tua voz a procurar
Que já perdeu
Fosse o teu riso a brincar
No canto teu
Abre o olho e foge num piscar
Voa pelo altar que já cedeu
Corre os sonhos vindos num clamar
Em que vou eu
Abre asas plana pelo ar
Passarim meu
Vai ser chuvisco de pedra
No vôo alto uma queda
Se vai mais alto se pega
Quanto mais baixo escorrega
Então abre os braços e vem cantar
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