Não permitirei no dia de hoje,
Que afunde os teus olhos de amplitude
Nesse rio caudaloso de dificuldades.
Pois seria incompreensível aos teus desejos,
E sendo ainda implacável ao teu entendimento,
Não gozaria as risadas mais silenciosas do teu íntimo
Apenas, viveria uma realidade às avessas
E não um sonho vespertino, frondoso...
Aplaudir os devaneios de uma noite rubra,
Seria apontar no teu céu uma estrela perdida
E montá-la, descobrir em cada um dos sete pedaços
Os sete níveis que dividem a nossa essência,
Do primeiro ao ultimo, do início ao fim,
Da existência à inexistência, da glória ao caos...
Buscaria o teu som, os teus sentidos e o teu amor.
E buscando a salvação, gritarei!
Gritarei do alto desse vale, e no cume da chapada
Farei reluzir teus olhos, pois só neles me vejo
Na minha real face, nos meus mais verdadeiros sentidos.
Aplaudiremos juntos os acontecimentos dos dias
E saberemos da real necessidade de conduzir-se
E, cronologicamente, descobrir os pontos dados,
Os retalhos soltos da nossa história.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Dia de Reis
Vontade de sair passarinhando pelo céu
E escrever nas nuvens a leveza dos pensamentos.
Vontade de ser chuva desaguada
Dos teus olhos alvos de inocência.
A claridade do som,
Me permite viver os teus dias
Me permite planar em teus sonhos
Me permite ainda abrir as portas da tua mente
E fazer, no teu terreiro, brincadeira de dia de Reis
E trajado de guerreiro
Meus pés pisam os ladrilhos em mormaço
A caldeira que emerge borbulhante
Derrama nas paredes do tempo
O amarelado do sol sertanejo.
E assim me vou!
Guardando no bisaco os presentes dos Deuses
Levando no olhar as centelhas celestes,
Desarmando meu presépio, juntando e rejuntando
Os pedaços de mim para o ano que vem.
E escrever nas nuvens a leveza dos pensamentos.
Vontade de ser chuva desaguada
Dos teus olhos alvos de inocência.
A claridade do som,
Me permite viver os teus dias
Me permite planar em teus sonhos
Me permite ainda abrir as portas da tua mente
E fazer, no teu terreiro, brincadeira de dia de Reis
E trajado de guerreiro
Meus pés pisam os ladrilhos em mormaço
A caldeira que emerge borbulhante
Derrama nas paredes do tempo
O amarelado do sol sertanejo.
E assim me vou!
Guardando no bisaco os presentes dos Deuses
Levando no olhar as centelhas celestes,
Desarmando meu presépio, juntando e rejuntando
Os pedaços de mim para o ano que vem.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Aos deturpadores da verdade!
A mentira mora ao lado da maldade
São fagulhas que despojam veneno
É o sorriso hipnótico que serpenteia
Morde, crava os dentes e aniquila.
E a morte ao contrário que se pensa
É viva, e se esconde onde outrem se sente seguro,
Sendo Impermeável ao amor
Intransponível à verdade.
E quando cadáver das tuas próprias mentiras, te tornares,
Não troveje em meus ouvidos
Não relampeie em meu céu
Enterneça afogado em suas intrigas.
Pois a falsidade e a mentira
Andam juntas e de mãos dadas,
Atadas e assim eternamente amigas.
São fagulhas que despojam veneno
É o sorriso hipnótico que serpenteia
Morde, crava os dentes e aniquila.
E a morte ao contrário que se pensa
É viva, e se esconde onde outrem se sente seguro,
Sendo Impermeável ao amor
Intransponível à verdade.
E quando cadáver das tuas próprias mentiras, te tornares,
Não troveje em meus ouvidos
Não relampeie em meu céu
Enterneça afogado em suas intrigas.
Pois a falsidade e a mentira
Andam juntas e de mãos dadas,
Atadas e assim eternamente amigas.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Um aprisionamento
E sois assim,
alva e clara em dias de chuva,
Arranhando as paredes dos meus sonhos
e alisando os meu olhos de sonhador.
Até que as pálpebras enternecidas e cochilosas
retalhem as progressivas horas em segundos custosos,
e que tomem conta assim os sorrisos segundosos, reclamosos,
preguiçosos, assombrosos.
E sois a base do som que habita o silêncio,
o passo dado pra trás, a lânguida vontade ser
e ser assim o senhor da tua vontade.
E aí sim,
podereis chorar à beira das póstumas
pretensões do dia e hoje.
alva e clara em dias de chuva,
Arranhando as paredes dos meus sonhos
e alisando os meu olhos de sonhador.
Até que as pálpebras enternecidas e cochilosas
retalhem as progressivas horas em segundos custosos,
e que tomem conta assim os sorrisos segundosos, reclamosos,
preguiçosos, assombrosos.
E sois a base do som que habita o silêncio,
o passo dado pra trás, a lânguida vontade ser
e ser assim o senhor da tua vontade.
E aí sim,
podereis chorar à beira das póstumas
pretensões do dia e hoje.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
O Canto Teu (música)
Deita nesse colo devagar
Que o olho d’água já encheu
Fosse tua voz a procurar
Que já perdeu
Fosse o teu riso a brincar
No canto teu
Abre o olho e foge num piscar
Voa pelo altar que já cedeu
Corre os sonhos vindos num clamar
Em que vou eu
Abre asas plana pelo ar
Passarim meu
Vai ser chuvisco de pedra
No vôo alto uma queda
Se vai mais alto se pega
Quanto mais baixo escorrega
Então abre os braços e vem cantar
Que o olho d’água já encheu
Fosse tua voz a procurar
Que já perdeu
Fosse o teu riso a brincar
No canto teu
Abre o olho e foge num piscar
Voa pelo altar que já cedeu
Corre os sonhos vindos num clamar
Em que vou eu
Abre asas plana pelo ar
Passarim meu
Vai ser chuvisco de pedra
No vôo alto uma queda
Se vai mais alto se pega
Quanto mais baixo escorrega
Então abre os braços e vem cantar
terça-feira, 4 de maio de 2010
Maria Flor
É Maria, é Flor, é sonho,
É um pedido em meio uma oração
É muita Flor a Maria dos meus olhos
Envolta em Luz a Maria em meu bordão.
É a menina dançando no ventre
É a flor menina brincando a bailar
É a canção mais bela das canções
voando em nuvens em cantiga de ninar
É muito mais do que só um nome
É bem mais do que uma canção
Maria Flor, minha Flor, minha Florzinha
És a vida, o amor, o coração.
É um pedido em meio uma oração
É muita Flor a Maria dos meus olhos
Envolta em Luz a Maria em meu bordão.
É a menina dançando no ventre
É a flor menina brincando a bailar
É a canção mais bela das canções
voando em nuvens em cantiga de ninar
É muito mais do que só um nome
É bem mais do que uma canção
Maria Flor, minha Flor, minha Florzinha
És a vida, o amor, o coração.
O Rondar das Horas
Nas mais vagas das visões
Sonhei que me acorrentava ao teus pés
Rodava e rondava pelos ponteiros das tuas horas,
Atrasadas é verdade, mas vindouras.
E num vulto que caminhava entre os prédios
vi o colorir dos segundos,
Que passavam lentamente
E lentamente tentavam alcançar os dias.
Contudo um passo é sempre um longo caminho,
Mas o caminho, esse sim é sempre um grande passo!
Sonhei que me acorrentava ao teus pés
Rodava e rondava pelos ponteiros das tuas horas,
Atrasadas é verdade, mas vindouras.
E num vulto que caminhava entre os prédios
vi o colorir dos segundos,
Que passavam lentamente
E lentamente tentavam alcançar os dias.
Contudo um passo é sempre um longo caminho,
Mas o caminho, esse sim é sempre um grande passo!
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