Meu coração ferve em romaria,
No teu peito em procissão
Uma prece, uma canção,
Nos meus votos de valia
Em meus Pés de poesia
Fulorados de paixão
No cantar e encantar
Nas pecinhas do divino
Em meus olhos de menino
Uma fogueira em teu olhar
De uma vela a lumiar
A centelhar o meu destino
Vou cantar em uma prece
Em um verso voador
Leva aos céus esse pedido
De um poeta cantador
domingo, 13 de julho de 2008
sábado, 21 de junho de 2008
Asas para voar
Eu quero um par de asas,
Quero um vento solto
Quero só mesmo voar.
E que teus e meus
temores ou medos
percam-se,
calem-se
acabem
pelo
teu
meu,
fim.
Quero um vento solto
Quero só mesmo voar.
E que teus e meus
temores ou medos
percam-se,
calem-se
acabem
pelo
teu
meu,
fim.
Cantigar!!!!!!!!!!!
Os ecos perdidos no tempo
do dia tal, do ano que não sei,
de tudo só sei que passei
voando na melodia do ar
do sertão, do sol a raiar,
das lumiança na escuridão
do cabôco na oração
das moça brincando escondida
é na viola que sopro a vida
nessa estrada da canção!!!
E nas caminhanças nem me espanto
por tudo o que já vi,
já presenciei e ouvi
cada conversa cabulosa
dedilhadas no mêi de prosa
nas beiras de riachão
cantando a louvação
da história já vivida
é na viola que sopro a vida
nessa estrada da canção!!!
Mas fico todo derretido
quando vejo a aurora no céu,
amarelando tecendo um véu,
trazendo um dia novo
na matina de um povo
que trabalha chão a chão
no inverno e no verão,
em cada casa varrida
é na viola que sopro a vida
nessa estrada da canção!!!
E quando me vejo enrolado
nos lençóis dessa cabôca
nem consigo abrir a boca
de tamanha felicidade
é uma fulorança de verdade
é um fole, que entoa o quadrão,
c'uma rabeca, pífe e violão
na zabumba pulsando, corrida
é na viola que sopro a vida
nessa estrada da canção!!!
Por isso, sigo nesse caminho
desbravando essa estrada
com uma certeza criada
intocada no meu interno
do peito, que só via inverno
cinza, de tanta chuva e trovão,
cantar, é obrigação
pra alegrar a labuta sofrida
é na viola que sopro a vida
nessa estrada da canção!!!
do dia tal, do ano que não sei,
de tudo só sei que passei
voando na melodia do ar
do sertão, do sol a raiar,
das lumiança na escuridão
do cabôco na oração
das moça brincando escondida
é na viola que sopro a vida
nessa estrada da canção!!!
E nas caminhanças nem me espanto
por tudo o que já vi,
já presenciei e ouvi
cada conversa cabulosa
dedilhadas no mêi de prosa
nas beiras de riachão
cantando a louvação
da história já vivida
é na viola que sopro a vida
nessa estrada da canção!!!
Mas fico todo derretido
quando vejo a aurora no céu,
amarelando tecendo um véu,
trazendo um dia novo
na matina de um povo
que trabalha chão a chão
no inverno e no verão,
em cada casa varrida
é na viola que sopro a vida
nessa estrada da canção!!!
E quando me vejo enrolado
nos lençóis dessa cabôca
nem consigo abrir a boca
de tamanha felicidade
é uma fulorança de verdade
é um fole, que entoa o quadrão,
c'uma rabeca, pífe e violão
na zabumba pulsando, corrida
é na viola que sopro a vida
nessa estrada da canção!!!
Por isso, sigo nesse caminho
desbravando essa estrada
com uma certeza criada
intocada no meu interno
do peito, que só via inverno
cinza, de tanta chuva e trovão,
cantar, é obrigação
pra alegrar a labuta sofrida
é na viola que sopro a vida
nessa estrada da canção!!!
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Caminho!!!!
Caminhando sobre pedras
esse mar me leva, sem desesperar
folhas do vento ao meu encontro
cravejadas em meu pranto
debulhadas num cantar!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
esse mar me leva, sem desesperar
folhas do vento ao meu encontro
cravejadas em meu pranto
debulhadas num cantar!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
terça-feira, 8 de abril de 2008
"""" Vida """"
Não se sabe se a vida
é ponto, ponto-e-vírgula,
se é dois-pontos.
não se sabe o que essa interrogação
tão altiva, tão cheia de interjeição
que sopra nos ouvidos do tempo,
Por certo,
o tempo saiu, foi embora,
e nem se quer disse adeus.
de certo,
montou nas asas inquietadas da sorte,
e voou para o nunca.
é ponto, ponto-e-vírgula,
se é dois-pontos.
não se sabe o que essa interrogação
tão altiva, tão cheia de interjeição
que sopra nos ouvidos do tempo,
Por certo,
o tempo saiu, foi embora,
e nem se quer disse adeus.
de certo,
montou nas asas inquietadas da sorte,
e voou para o nunca.
É, destino, destino...
Quando sonhei, esperei que vinhas ao encontro dos nossos destinos. Jamais te aguardei de corpo, voz ou qualquer outra forma que pudesse justificar tua presença física, contudo, te esperei de coração desabrochado... desabrochado, e não despetalado.
Amor Temporão
Meu colarinho de pedras
contas de saudade,
resto de canção,
canta sim,
fagulhas de chão.
Liras soprando flores
nos rastros da liberdade
teus olhos vencerão.
Nas pedreiras,
do amor temporão.
Mas os olhos que não fecham
vêem que a brasa fere
árdua a cantar,
crivas dores do teu riso
mazelas que vivo
sempre a curar.
sombras brancas da tua face
aurora que nasce
à amarelar,
cores, doce de canção
clara recordação
nuvens do meu lar.
contas de saudade,
resto de canção,
canta sim,
fagulhas de chão.
Liras soprando flores
nos rastros da liberdade
teus olhos vencerão.
Nas pedreiras,
do amor temporão.
Mas os olhos que não fecham
vêem que a brasa fere
árdua a cantar,
crivas dores do teu riso
mazelas que vivo
sempre a curar.
sombras brancas da tua face
aurora que nasce
à amarelar,
cores, doce de canção
clara recordação
nuvens do meu lar.
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